Os certos e os errados Seguir o Blog!
27/09/2009. HELIO RODRIGUES
Há poucos dias atrás me aconteceu uma coisa incomum: cheguei trinta minutos mais cedo para um compromisso profissional. Incomum porque, nos dias atuais os minutos são mesmo contados em função do volume de coisas que nos comprometemos a fazer. Aquela era a minha primeira supervisão naquela escola. Quase todos já se encontravam reunidos numa sala discutindo seus programas de ensino. O meu objetivo com a supervisão era levar o grupo à reflexões sobre as relações que vinham estabelecendo entre eles e com seus alunos. Enquanto esperava pelo meu horário na recepção chegou uma professora de artes e a partir de uma pergunta que ela me fez, desenvolvemos uma conversa bem interessante a respeito dos critérios que nos fazem discriminar os “certos” e os “errados” em nossas vidas. Sob o meu ponto de vista, grande parte do que é dito como "certo" ganha essa chancela por representar o comportamento comum à maioria. Consequentemente, o inverso é classificado e contido na sessão dos "errados". Para trazer o assunto da teoria para a prática, sugeri à professora, uma atividade plástica que instigasse essa questão em seus grupos de aula. A atividade que propus consistia em ensinar técnicas simples para a confecção de utilitários em argila (aquelas técnicas tradicionais, encontradas em qualquer publicação para iniciantes na cerâmica). Em seguida, mostrar a similaridade entre os resultados que são obtidos quando se segue o passo a passo. Num segundo movimento, propor aos alunos que interfiram, produzindo mudanças pessoais nessas peças. Amassados, cortes e deformações são bem vindas. Agora então, com os novos resultados obtidos, promover uma conversa com o grupo a respeito das possibilidades identificadoras que oferecem as diferenças. Chegou mais um professor e com ele também o horário para iniciarmos a supervisão. Entramos os três na sala e nos juntamos ao grupo. Um professor ainda continuava a conversa com um colega. No seu texto ele separava seus alunos em duas “colunas”: uma, para os alunos que valem a pena e a outra para os que só atrapalhavam. A conversa na ante sala foi compartilhada com o grupo e a partir dela demos inicio ao encontro.
Tags: arte-educação






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