O LIVRE PENSAR E CRIAR Seguir o Blog!
05/07/2009. HELIO RODRIGUES
A arte contemporânea tem trazido uma boa colaboração para a revisão de conceitos que tendem a cristalizar olhares e massificar opiniões. Ela propõe a desconstrução de símbolos e significados pré-constituídos, enquanto busca novos códigos de linguagem. Re-significa objetos, imagens e palavras, procurando levar o espectador ou participante a repensar valores que se estabelecem sem reflexão. Parece ser a necessidade de se manterem integrados socialmente, que distancia os indivíduos das práticas que priorizariam a individualidade. Ações que valorizam o sujeito e sua diversidade, como o fazem a filosofia e a arte, precisam estar mais próximas de nossas crianças. Sem as reflexões provocadas pelo livre pensar e o livre criar, tornamo-nos todos meros produtores e consumidores do previsível. A arte, quando relacionada ao processo educacional, traz uma importante questão e que é de certa maneira de ordem prática: Como pais e profissionais, contemplam o produto ou o processo criativo de suas crianças? Afinal, esses pais pertencem a essa sociedade de consumo e por estarem nela inseridos, carregam o vicio de olhar a criatividade e a arte, com os olhos da expectativa e de critérios atrelados à referências e padrões estabelecidos. Há um vocabulário comum a todos: o vocabulário social que prioriza o consumo e a obviedade. Talvez por isso seja tão comum escutarmos: - A arte só me interessa se for bela, decorativa e puder atender aos meus critérios de compreensão. Essa espécie de premissa instalada leva o indivíduo a se manter sintonizado apenas com o que é cada vez mais praticado na vida, a superficialidade dos objetos. Uma superficialidade que pode transformá-lo em presa fácil de um olhar estereotipado, já que afasta o indivíduo da oportunidade de sentir e de inspirar a vida com intensidade.
"O que é INSPIRAÇÃO senão aquilo que BÓIA no inconsciente. É preciso RESPIRAR. E com o dedilhar dos DEDOS, o sapatear dos PÉS, A VOZ emotiva ou as MÃOS no barro; retirá-la imediatamente. Verde, IMATURA, imaculada, quase INGÊNUA ela toma forma. E da inspiração cria-se algo novo, ou reformula-se de um jeito ÙNICO. Modifica-se ao SABOR daquilo que bóia, quando ainda não tem NOME, Como um panfleto apócrifo..." Alexandra Garnier

Tags: arte-educação




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