Caminhos para o salto na educação Seguir o Blog!
17/01/2017. VIVIANE SENNA
O resultado do Pisa 2015 não trouxe surpresas. O Brasil continua nas piores posições da avaliação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que examina as habilidades de leitura, matemática e ciências de jovens de 15 anos em 72 países. Não vou me alongar neste panorama, já bastante analisado, mas na reflexão sobre os caminhos para superá-lo. Ainda que não haja uma solução miraculosa, sabemos que não vamos vencer nossos problemas com medidas incrementais. Teremos de promover mudanças profundas, e ouso dizer, paradigmáticas, na visão do que é educação de qualidade. Evidentemente, educação de qualidade pressupõe a aprendizagem plena em leitura, matemática e ciências. Mas é só disso que vamos precisar para o século 21? Certamente não, e a OCDE reconhece a necessidade de expandir essa fronteira, incluindo desenvolvimento intencional de competências socioemocionais (como persistência, abertura e colaboração). Por isso, na edição de 2015, o Pisa abarcou avaliação de resolução colaborativa de problemas, acenando para a inclusão de aspectos socioemocionais. Essa inclusão não foi gratuita, mas baseada em evidências. Por meio do seu Ceri (Centro para Pesquisa e Inovação Educacional), a OCDE vem investigando a importância das competências socioemocionais e buscando maneiras de avaliá-las. No Brasil, parceria entre o Ceri e o Instituto Ayrton Senna possibilitou a elaboração de instrumento de avaliação de competências socioemocionais no contexto escolar, validado por uma aplicação com cerca de 25 mil alunos da rede estadual do Rio de Janeiro. Os resultados revelaram que os alunos com alto grau de responsabilidade e determinação estavam um terço do ano letivo à frente dos seus colegas em matemática, enquanto os alunos com alto grau de abertura estavam um terço do ano letivo à frente em português. Diante dessas evidências, não seria o caso de investir no desenvolvimento dessas competências para promover um salto de aprendizagem? [ ... ]
Tags: educação, relações socioemocionais








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